O Templo Que Sou


​Em cada curva, um verso se desenha,
Em cada marca, uma história se revela.
Sou mais que reflexo, imagem, desenho da alma,
Sou carne, osso e alma que me faz bela.


​Minhas imperfeições são traços de vida,
Cicatrizes que narram minha história.
Em cada detalhe, a beleza contida,
Na pele o arrepio das minhas próprias memórias.


​O amor próprio é o farol que me guia,
Aceitar-me como sou, é ponto de partida.
Minha essência é força, poesia que contagia,
Meu corpo é templo, onde a alma me faz.


​Sou inteira, imperfeita, mas cheia de luz,
Celebro em mim a mulher que me tornei.
Minha beleza é única, o que me conduz,
Ao amor que em mim mesma encontrei.

Meu ​corpo, mapeia meus desejos,
Onde a alma se revela, mas não se traduz.
Cada curva, um labirinto,
Onde me perco e me encontro, sinto.


​Minha pele, seda que me envolve,
Onde o prazer se dissolve e se renova.
Em cada toque, uma redescoberta,
Uma dança de sentidos, porta entreaberta.


​Sou templo, não oferenda,
Mistério que a vida emenda.
No espelho, a imagem que me seduz,
A mulher que em mim se traduz.


Na ​filosofia a oração do ser,
Onde o corpo é arte e o prazer, viver.
Amar-se é o segredo, a chave,
Para que em mim mesma, a vida não acabe.

Por Jéssica Almeida