Meu nome é Jessica Almeida.

Tenho 37 anos, sou casada, mãe de uma menina que diariamente me ensina sobre o amor em sua forma mais pura, e formada em Letras. Entre livros, músicas e poesias, sempre encontrei abrigo nas palavras — mesmo quando ainda não sabia que um dia elas também me salvariam.

Escrever, para mim, nunca foi apenas um exercício da linguagem. Sempre foi uma maneira de respirar quando o mundo parecia apertado demais, de organizar o caos, de dar nome ao que insistia em permanecer silencioso.

A vida, porém, nem sempre segue os caminhos que imaginamos. Houve um tempo em que as cores perderam o brilho, os dias pareceram mais longos e a esperança precisou ser reaprendida. Atravessei um período de profunda tristeza, daqueles que transformam a forma como enxergamos o mundo e, principalmente, a nós mesmas. Foi uma travessia lenta, difícil e, muitas vezes, solitária.

Hoje, olho para esse caminho com respeito. Não porque ele me define, mas porque me transformou.

Estou redescobrindo quem sou. Descobrindo a mulher que existe para além dos papéis que desempenho, a escritora que sempre habitou em mim e que agora encontra coragem para ocupar seu lugar. Pela primeira vez em muito tempo, permito-me sentir sem pedir desculpas por isso.

Vivo um tempo de reencontro.

Um tempo em que as emoções chegam sem pedir licença, em que a sensibilidade floresce à superfície da pele e em que o desejo de viver se manifesta com uma intensidade que antes eu desconhecia. Descubro, pouco a pouco, uma liberdade emocional e afetiva que me convida a experimentar a vida com mais verdade, mais presença e mais inteireza.

Não escrevo porque tenho todas as respostas. Escrevo porque continuo fazendo perguntas.

As poesias entrelinhas que você encontra aqui são relatos da minha vida. Você também encontrará fragmentos de emoções, lembranças, sonhos, desejos, medos e esperanças que misturam a imaginação e o olhar sensível que tenho sobre o mundo. Há muito de mim em cada linha, mas também há espaço para que cada leitor encontre um pouco de si.

Acredito que algumas histórias não precisam ser explicadas. Precisam apenas ser sentidas.

Se minhas palavras conseguirem tocar uma lembrança, despertar uma emoção adormecida ou fazer companhia a alguém por alguns instantes, então este espaço já terá encontrado seu propósito.

Seja bem-vindo ao Meu Eu nas Entrelinhas.

Talvez, em algum verso, você também se encontre.