Naquele dia, a moça bonita acordou com um canto de despertar, numa manhã silenciosa.
Abriu os olhos, respirou e, estando despida, vestiu-se de coragem. Levantou, caminhou até a porta, girou a chave e a abriu.
Num instante, sentiu que estava viva. Ela sentiu a brisa leve e o sol bater no rosto, com saudade, porque já os havia sentido outrora.
Deu alguns passos e, lá fora, ela sentiu que caminhar era algo que seus pés também já haviam feito.
Viu também que seus olhos eram capazes de enxergar muito além da beleza à sua volta.
Viu, sentiu, apreciou e observou cuidadosamente a direção que simplesmente não conseguia avistar há muito tempo.
Ela seguiu o sol, mesmo sabendo que ele se esconde em algum momento. Mas agora, ela entende que ele volta.
Ela decidiu repousar juntinho dele e respeitar o tempo.
Aceitou que descansar é necessário; levantar e seguir é constância.

