Amar-se

Amor próprio não é sobre se olhar no espelho todos os dias e se achar impecável, nem sobre viver em um estado constante de otimismo. É, antes de tudo, um pacto silencioso de lealdade com quem você é quando ninguém está olhando.
​Durante muito tempo, venderam a ideia de que se amar significa alcançar uma versão perfeita de si: mais bem-sucedida, mais calma, mais bonita, mais bem resolvida. Mas o amor próprio de verdade acontece no caminho inverso: ele começa justamente quando a gente aceita o que ainda está bagunçado.
​Cuidar de si é aprender a impor limites sem carregar a culpa de dizer “não”. É entender que você não precisa dar conta de tudo sozinho e que descansar não é perda de tempo, é necessidade. Envolve parar de se comparar com a vida emoldurada dos outros e respeitar o seu próprio ritmo, mesmo quando o mundo ao redor parece correr mais depressa.
​Trata-se de se tratar com a mesma gentileza, paciência e perdão que você ofereceria sem pensar duas vezes a alguém que ama de verdade. Afinal, a relação mais longa, importante e profunda que você terá nesta vida é aquela que constrói consigo mesmo.