“E, de repente, uma noite fria, chuvosa e barulhenta. A escuridão foi tomando tudo aos poucos, devagar, disfarçou-se na rotina. Instalou-se e fez morada uma tal de depressão que, por algum tempo, fez todas as estações serem iguais, diferenciando o tempo apenas pelo dia e pela noite.
​Foi de repente, num estalo de dedos divino, a luz acendeu, a chuva acalmou, o barulho silenciou e, devagar, cuidadosamente, o brilho voltou para os dias. Existia sol e existia dia, tinha noite, mas tinha lua. Tinha lama e poeira divididas em quatro estações , algumas ligeiramente frias, outras acinzentadas, uma muito colorida e outra pedindo, viva!”


Por Jéssica Almeida